Contornando os desafios da contratação de executivos C-Level

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Publicado dia 09/04/2021

Se a busca pelo candidato perfeito já não é simples, ela se torna ainda mais complexa quando falamos na seleção de executivos C-Level, ou seja, de profissionais que estão no topo da pirâmide hierárquica ou na linha de comando. 

Por se tratar de executivos com alto poder de decisão, uma contratação errada nesta frente pode ocasionar prejuízos imensos para as companhias. 

Entre os principais desafios deste tipo de recrutamento estão a dificuldade em determinar o melhor perfil para cada posição aberta considerando a aderência cultura à empresa contratante, bem como encontrar e qualificar profissionais que serão capazes de inspirar a equipe e contribuir com a estratégia de negócio da companhia.   

A boa notícia é que, atualmente, existem boas práticas que podem tornar esse processo mais fácil e assertivo – e é exatamente sobre elas que falaremos neste post. 

Vamos começar?

Executivo Search: entendendo o que é e qual importância dele nesta jornada

Não dá para falar sobre boas práticas de seleção de executivos sem começar pelo Executive Search, modalidade específica dentro do processo de Recrutamento e Seleção, destinada exatamente à busca de profissionais que ocupam cargos de gestão dentro das organizações. 

Por demandar etapas muito bem detalhadas em razão do papel estratégico que o executivo contratado terá, normalmente o serviço de Executive Search é executado por empresas de Recursos Humanos especializadas, que contam com a figura do Headhunter – recrutador que trabalha de forma ativa para encontrar o colaborador que se encaixe melhor nas exigências da vaga em aberto e que tenha sinergia com a cultura da empresa.

Em outras palavras, durante o processo de Executive Search é feita uma busca por profissionais que não necessariamente estão à procura de um novo emprego, afinal, muitas vezes o executivo ideal para a sua empresa pode estar trabalhando em outra companhia, certo?  

Para que a abordagem junto a esses profissionais seja possível, é fundamental que a consultoria de Executive Search contratada possua um bom networking e faça uso de ferramentas modernas que permitam a busca refinada de candidatos. A partir daí, é papel do Headhunter abordar os executivos para apresentar a empresa e a vaga em questão. 

Justamente por incluir a busca ativa, focada nas capacidades e habilidades específicas que as empresas procuram para cargos de liderança, o Executive Search tem se tornado crucial para àquelas que encontravam dificuldades na seleção de executivos. 

Ao contar com a ajuda de um profissional especializado, como o Headhunter, as companhias passaram a ter mais facilidade para encontrar líderes que compartilhem da sua visão e cultura, maximizando os resultados em diferentes frentes.

E como chegar até o executivo ideal?

Dentro do Executive Search, existem alguns elementos que farão toda a diferença na seleção do executivo certo. Confira, abaixo, as boas práticas que não podem ser deixadas de lado na hora de atrair talentos para ocupar as posições C-Level da sua empresa. 

  1. Construção do perfil 

Antes de iniciar a busca pelo executivo ideal, é fundamental ter o perfil da vaga muito bem definido. A falta de entendimento sobre o perfil desejado não apenas gera retrabalho, como faz com que as vagas fiquem abertas por mais tempo que o necessário. 

Por esse motivo, antes de iniciar qualquer processo, é importante ter bem claro todas as informações necessárias a fim de garantir a atração do candidato. Vale destacar que aqui não entram apenas as questões relacionadas às qualificações e experiência profissional, como também os aspectos comportamentais que estejam alinhados com a cultura da empresa contratante. Também vale considerar o cenário atual da organização e onde ela pretende chegar a partir do preenchimento da vaga. 

 

  • Clareza de cultura e propósito

 

Lembra que acabamos de dizer que, durante o processo de construção do perfil para a vaga, é preciso considerar os aspectos comportamentais que estejam alinhados à cultura e ao propósito da empresa? Pois bem. Para isso, também é muito importante ter claro quais, de fato são eles. 

Aqui vale explicar que a cultura organizacional é formada por um conjunto complexo de valores, crenças e ações que definem a forma como uma empresa conduz seu negócio. O propósito, por sua vez, é caracterizado como a razão pela qual a empresa existe, dando um motivo tangível para que as decisões sejam tomadas e as tarefas, executadas. 

A cultura organizacional e de propósito vêm se tornando aspectos muito importantes para o crescimento sustentável dos negócios, sobretudo em períodos de crise como o que estamos vivendo atualmente. Em complemento, os profissionais têm se interessado cada vez mais por trabalhar em empresas que estejam alinhadas com o seu propósito pessoal.  

O resultado desta soma de fatores deixa claro: quanto mais bem definido for a cultura e propósito da sua empresa, maiores serão as chances de atrair executivos alinhados com o que ela realmente busca. 

 

  • Marca empregadora

 

Como o Executive Search trabalha com a busca ativa de profissionais que já estão empregados, um dos papéis do Headhunter é mostrar aos candidatos os motivos pelos quais eles devem assumir o cargo em aberto. E sabe o que pode ajudar e muito nesta fase? Contar com uma marca empregadora forte.

Apesar do conceito de Marca Empregadora ou Employer Branding, em inglês, ser bastante difundido nos Estados Unidos, ele vem ganhando força mais recentemente no Brasil. O objetivo aqui é promover a imagem da empresa como referência de um bom lugar para se trabalhar. 

Segundo a Kenoby, a construção de uma boa reputação envolve propor e realizar uma série de ações para que a sociedade perceba a empresa como ambiente de trabalho positivo ao desenvolvimento profissional daqueles que fazem parte dela.

Uma vez que a sua empresa tiver uma marca empregadora forte no mercado, isso certamente contribuirá para reduzir o tempo de preenchimento de vagas de diferentes níveis, incluindo as de alto poder de decisão. Isso porque os valores, propósitos e benefícios que uma companhia oferece influenciam significativamente na tomada de decisão dos candidatos.

 

  • Foco em diversidade

 

A diversidade tem estado cada vez mais inserida na estratégia das organizações. Não é para menos: já está mais do que evidente que, contar com uma equipe diversa e fazer com que todos os colaboradores se sintam acolhidos e seguros, pode melhorar não somente o clima organizacional como os resultados financeiros das companhias.

Para se ter uma ideia, um estudo realizado pela consultoria americana McKinsey junto a mil empresas de 15 países, mostrou que companhias preocupadas com a diversidade de gênero são 21% mais lucrativas que outras. Quando a questão envolve raça, etnia e outras diferenças culturais, esse número sobe para 33%.

No Brasil, há muito trabalho a ser feito nesta frente. Um levantamento do Quero Bolsa, plataforma de bolsa de estudos em faculdades, mostrou que somente 3,69% dos profissionais contratados para cargos de lideranças em São Paulo, em 2019, eram pardos ou pretos. 

Os números reforçam que ao iniciar um processo de seleção de executivos, é preciso ter em mente que estar aberto a candidatos com os mais diferentes perfis é uma decisão que não pode ser deixada de lado. 

 

  • Conversas cruciais

 

A etapa de conversa é uma daquelas que não deve ser pulada de forma alguma, pois ajuda a esclarecer pontos importantes tanto para a empresa quanto para o profissional. Este momento deve ser aproveitado para que as partes troquem informações e alinhem expectativas, a fim de evitar frustrações futuras caso o executivo seja contratado. 

Considerando que profissionais com alto poder de decisão possuem um peso significativo na imagem das empresas perante o mercado, é fundamental fazer uso desta conversa para avaliar, também, a ética e integridade profissional do candidato, bem como o posicionamento dele diante de possíveis situações e desafios. 

Questioná-lo sobre realizações em cargos anteriores, projetos bem sucedidos que contaram com a sua participação e a visão dele sobre o mercado é um bom começo. 

 

  • Coleta de referências

 

A última dica de boa prática para ser assertivo na seleção de executivos é buscar conhecer a trajetória do candidato em outras empresas. Para isso, você pode conversar com pessoas que atuaram diretamente com ele e ouvir o que elas têm a dizer, especialmente sobre a sua atuação como líder. 

Além de ser uma excelente forma de se ter uma visão mais abrangente sobre o candidato, a coleta de referências também ajuda a confirmar as informações passadas por ele e apoiar as tomadas de decisão.

Conclusão

Como você pôde ver, a seleção de executivos é permeada por muitos desafios. No entanto, com a adoção das práticas corretas, é possível contorná-los a fim de realizar uma contratação assertiva e que gere bons frutos para a sua empresa.

Quando bem feito, o processo de Executive Search é crucial para encontrar o talento que se encaixe melhor nas exigências da vaga em aberto, tanto em termos de habilidade quanto comportamental. 

Planejar-se com antecedência, fazendo um bom levantamento do perfil que a organização busca, e contar com uma consultoria especializada em Hunting para auxiliá-lo neste processo farão toda a diferença.

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